A busca por uma pele mais firme, jovem e com contornos bem definidos nunca esteve tão em alta. No universo dos tratamentos estéticos não invasivos, a radiofrequência (RF) se destaca como uma das tecnologias mais consolidadas e eficazes para combater a flacidez, suavizar rugas e até mesmo remodelar o corpo. Com um crescimento anual de dois dígitos no mercado global, impulsionado pela procura por procedimentos seguros e com recuperação rápida, a RF deixou de ser uma promessa para se tornar um pilar nos consultórios dermatológicos. No entanto, com tantas opções disponíveis, surge a dúvida: qual é a melhor para você? Monopolar, bipolar ou tripolar? Entender a diferença entre elas é o primeiro passo para um tratamento de sucesso. A crescente busca por procedimentos seguros e eficazes tem levado cada vez mais pessoas a procurarem uma clínica de dermatologia especializada para entender qual tecnologia se adequa melhor às suas necessidades individuais. Afinal, a personalização é a chave para resultados extraordinários. Relatórios da American Society for Dermatologic Surgery (ASDS) mostram que os procedimentos não cirúrgicos para rejuvenescimento facial, incluindo a radiofrequência, cresceram mais de 50% na última década. Isso reflete uma mudança cultural em direção à manutenção da jovialidade sem a necessidade de cirurgias, focando em resultados naturais e duradouros. O que é a Radiofrequência e Como Ela Rejuvenesce a Pele? Para compreender as diferenças entre os tipos de radiofrequência, primeiro é preciso entender seu mecanismo de ação fundamental. A tecnologia utiliza ondas eletromagnéticas que, ao entrarem em contato com a pele, geram um aquecimento controlado nas camadas mais profundas, especificamente na derme e no tecido subcutâneo. Esse aquecimento não é aleatório; ele é precisamente calibrado para atingir uma temperatura ideal, geralmente entre 39°C e 42°C. Dentro dessa faixa, ocorre um fenômeno chamado de desnaturação do colágeno. Esse processo provoca uma contração imediata das fibras de colágeno existentes, resultando em um efeito lifting visível logo após a sessão. Mais importante ainda, o aquecimento funciona como um “sinal” para o corpo, que interpreta a ação como uma leve agressão e inicia um processo de cicatrização. A resposta do organismo é a neocolagênese, ou seja, a produção intensa de novas fibras de colágeno e elastina. São essas novas fibras, mais organizadas e de melhor qualidade, que irão, ao longo de semanas e meses, restaurar a firmeza, a elasticidade e a sustentação da pele, suavizando rugas e melhorando o contorno facial e corporal de forma progressiva e duradoura. Radiofrequência Monopolar, Bipolar e Tripolar: A Batalha das Profundidades A principal diferença entre os tipos de radiofrequência reside na forma como a energia é entregue à pele, o que determina a profundidade de ação e, consequentemente, suas indicações. A escolha correta entre monopolar, bipolar e tripolar é uma decisão técnica que o dermatologista toma com base no objetivo do tratamento, na área a ser tratada e no grau de flacidez do paciente. Radiofrequência Monopolar: Ação Profunda para Flacidez Intensa A tecnologia monopolar utiliza um único eletrodo ativo (a ponteira do aparelho) que emite a energia, enquanto uma placa de retorno (eletrodo neutro) é posicionada em uma área distante do corpo do paciente. Essa configuração força a corrente eletromagnética a percorrer um caminho mais longo e profundo, atravessando todas as camadas da pele até atingir a derme profunda e o tecido subcutâneo (a camada de gordura). Esse aquecimento profundo e volumétrico é ideal para tratar a flacidez moderada a acentuada, promovendo um verdadeiro “encolhimento” do tecido e estimulando colágeno onde a perda de sustentação é mais crítica. É a escolha de excelência para a remodelação do contorno facial (mandíbula e “bulldog”), pescoço e para tratar a flacidez corporal em áreas como abdômen, braços e coxas. Dispositivos de referência como o Volnewmer são exemplos da precisão e segurança que a RF monopolar moderna pode oferecer. Radiofrequência Bipolar: Precisão para Áreas Delicadas Na radiofrequência bipolar, a energia flui entre dois eletrodos ativos localizados na mesma ponteira, muito próximos um do outro. Isso faz com que a corrente se concentre em uma área muito mais superficial, atuando principalmente na epiderme e na derme papilar (a camada mais superficial da derme). A profundidade de penetração é significativamente menor que a da monopolar. Por essa razão, a RF bipolar é a indicada para tratar áreas mais delicadas e sensíveis, onde a pele é mais fina e o objetivo é suavizar rugas finas e linhas de expressão, sem a necessidade de atingir o tecido gorduroso. É a tecnologia perfeita para o tratamento do contorno dos olhos (pálpebras), região perioral (o famoso “código de barras”) e para melhorar a textura geral da pele com segurança. Radiofrequência Tripolar (e Multipolar): A Sinergia das Energias A RF tripolar, ou multipolar, é uma evolução que combina múltiplos eletrodos na mesma ponteira, alternando entre polos positivos e negativos. Na prática, ela cria campos de energia que se sobrepõem, permitindo um aquecimento mais rápido, uniforme e controlado em diferentes profundidades simultaneamente, embora geralmente de forma mais superficial que a monopolar. Essa tecnologia busca reunir o melhor dos dois mundos: um aquecimento eficiente com grande foco em segurança e conforto para o paciente. É muito eficaz para tratamentos de áreas menores, para complementar protocolos e para o tratamento da celulite, onde o aquecimento do septo fibroso e da gordura superficial é desejado. Aplicações Práticas: Para Quem Cada Tipo de Radiofrequência é Indicado? A personalização do tratamento é o que garante resultados de excelência. A avaliação criteriosa de um dermatologista definirá o melhor protocolo, que pode inclusive combinar diferentes tecnologias. Pele Madura com Flacidez (Rosto e Pescoço): A radiofrequência monopolar é a protagonista. Seu poder de aquecimento profundo remodela o colágeno na base da pele, tratando a causa da flacidez na mandíbula, bochechas e papada. Geralmente, são recomendadas de 1 a 3 sessões, com intervalos de 30 dias. Rugas Finas e Pele Jovem (Prevenção): A radiofrequência bipolar ou tripolar é a mais indicada. Sua ação superficial renova o colágeno da derme papilar, suavizando linhas finas ao redor dos olhos e lábios sem afetar o volume facial. Protocolos de 4 a 6 sessões, com intervalos quinzenais, costumam apresentar ótimos resultados. Tratamentos Corporais (Flacidez e Celulite): A escolha depende do objetivo. Para flacidez acentuada no abdômen ou braços, a monopolar é superior. Para tratar a celulite e a gordura localizada de forma mais branda, a tripolar/multipolar oferece um excelente balanço entre eficácia e conforto. Os resultados podem ser divididos em duas fases. Há um efeito lifting imediato, causado pela contração do colágeno existente, que deixa a pele visivelmente mais “esticada” logo após o procedimento. No entanto, o resultado mais significativo e duradouro vem da produção de novo colágeno, que atinge seu pico entre 2 a 3 meses após o tratamento. A recuperação é tranquila: uma leve vermelhidão e inchaço podem ocorrer, mas geralmente desaparecem em menos de 48 horas, permitindo o retorno imediato às atividades diárias. Sua Jornada com a Radiofrequência: Antes, Durante e Depois Para maximizar a eficácia e a segurança do tratamento, é fundamental seguir um protocolo de cuidados que começa antes mesmo da primeira sessão. Preparo (Antes): A hidratação é a chave. Uma pele bem hidratada conduz melhor a energia e responde de forma mais eficaz ao estímulo. Recomenda-se intensificar o uso de hidratantes nos dias que antecedem o procedimento e beber bastante água. É crucial evitar álcool, peelings químicos e outros procedimentos a laser na área a ser tratada nas semanas anteriores. O Procedimento (Durante): O tratamento é realizado no consultório, com a aplicação de um gel condutor na pele. A sensação é de um calor intenso, mas tolerável e controlado. Aqui entram as inovações em tratamentos dermatológicos avançados: os aparelhos mais modernos, como o Volnewmer, possuem sistemas de resfriamento na ponteira e sensores térmicos em tempo real. Essa tecnologia monitora a temperatura da pele milissegundo a milissegundo, garantindo que o aquecimento terapêutico seja atingido sem risco de queimaduras, proporcionando um tratamento muito mais seguro e confortável. Cuidados Pós-Tratamento e o Papel dos Cosmecêuticos: Após a sessão, a pele está receptiva e em pleno processo de regeneração. É o momento ideal para investir em cosmecêuticos potentes. O uso de protetor solar com FPS 50+ é inegociável para proteger a pele sensibilizada e evitar hiperpigmentação. Além disso, as novidades em cosmecêuticos trazem formulações ricas em ativos que complementam o tratamento. Séruns com ácido hialurônico de baixo peso molecular ajudam na hidratação profunda, enquanto peptídeos e fatores de crescimento estimulam ainda mais a síntese de colágeno. Vitamina C e outros antioxidantes protegem as novas fibras de colágeno contra os danos dos radicais livres, prolongando a durabilidade dos resultados. Inovação e Segurança: O Futuro dos Tratamentos com Radiofrequência A evolução da radiofrequência é constante. Os primeiros aparelhos dos anos 2000 deram lugar a dispositivos ultratecnológicos que priorizam a segurança e a personalização. A introdução de protocolos “multipass” (múltiplas passagens com menor energia) é um exemplo disso. Estudos clínicos recentes, publicados em 2024, mostram que essa abordagem melhora a flacidez facial em até 96% dos pacientes, sem efeitos adversos graves, ao maximizar o estímulo colagenogênico de forma mais segura. A combinação de tecnologias também é uma tendência consolidada. A associação de radiofrequência com ultrassom microfocado, bioestimuladores de colágeno injetáveis (como ácido poli-L-láctico e hidroxiapatita de cálcio) ou microagulhamento potencializa drasticamente os resultados, tratando diferentes camadas da pele e diferentes causas do envelhecimento em um mesmo plano de tratamento. Para o futuro, espera-se a integração de inteligência artificial para o ajuste automático dos parâmetros em tempo real e o desenvolvimento de dispositivos ainda mais portáteis e eficazes, solidificando a RF como uma ferramenta indispensável na dermatologia moderna. Recomendações dos Especialistas do SKIN TODAY Diagnóstico é Fundamental: Não existe “a melhor” radiofrequência, mas sim a mais indicada para você. Apenas um dermatologista pode avaliar a profundidade da sua flacidez, a qualidade da sua pele e a área a ser tratada para definir se a abordagem ideal é monopolar, bipolar ou uma combinação de tecnologias. Siga o Protocolo Completo: O sucesso do tratamento não depende apenas das sessões, mas do que você faz antes e depois. Hidrate a pele, use religiosamente o protetor solar e invista nos cosmecêuticos recomendados pelo seu médico para apoiar a produção de colágeno e proteger seu investimento. Pense a Longo Prazo: A radiofrequência oferece resultados progressivos e duradouros, mas o envelhecimento é um processo contínuo. Converse com seu especialista sobre um plano de manutenção, que pode incluir sessões de reforço semestrais ou anuais para preservar a firmeza e a jovialidade da pele. “A radiofrequência revolucionou o tratamento da flacidez, oferecendo uma alternativa eficaz e segura à cirurgia. O segredo para um resultado excepcional não está apenas na tecnologia, mas na expertise do profissional em diagnosticar corretamente a necessidade de cada pele e personalizar a aplicação da energia, seja ela monopolar para profundidade, bipolar para delicadeza ou uma combinação sinérgica. É a ciência a serviço de uma beleza natural e sustentável.” Fontes e Referências: Estudos clínicos sobre radiofrequência multipass facial, dados de mercado da Grand View Research, protocolos de fabricantes como Volnewmer e InMode (Morpheus8), e diretrizes da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e American Academy of Dermatology (AAD).



