Não é de hoje que celebridades como Victoria Beckham ditam tendências no universo da beleza, e seu segredo recente para uma pele impecável tem nome e sobrenome: microagulhamento de ouro com radiofrequência. A técnica, que envolve o uso de mais de 20 microagulhas revestidas em ouro para estimular o colágeno, tornou-se o procedimento-sensação nas clínicas de dermatologia ao redor do mundo. Mas o que está por trás dessa “revolução dourada”? Este tratamento combina o poder da indução percutânea de colágeno com a energia térmica da radiofrequência, promovendo um rejuvenescimento profundo, seguro e com resultados duradouros, consolidando-se como uma das principais armas contra a flacidez, cicatrizes e o envelhecimento da pele. Revolução Dourada: O que é e Por Que o Microagulhamento com Radiofrequência Está em Alta? O microagulhamento com radiofrequência, popularizado por equipamentos como o Morpheus 8, representa a vanguarda dos tratamentos estéticos minimamente invasivos. A prova de sua relevância está nos números: segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em 2024, a procura por procedimentos do gênero cresceu impressionantes 28% em relação ao ano anterior, com esta tecnologia liderando o segmento. O interesse é impulsionado pela sua notável eficácia no tratamento de condições desafiadoras como flacidez facial e corporal, cicatrizes de acne e melhora geral da textura da pele. A busca por resultados eficazes sem a necessidade de cirurgia plástica tem levado cada vez mais pacientes a procurar por uma clínica de dermatologia especializada para entender os benefícios desta tecnologia. Esse movimento reflete uma tendência global; um relatório da Allē (2024) projeta que o mercado de tratamentos de rejuvenescimento facial atingirá US$ 12,5 bilhões até 2025, evidenciando a busca por inovação e resultados concretos. A ascensão desta tecnologia na dermatologia foi meteórica. Desde o lançamento pioneiro do Morpheus 8 em 2018, a técnica evoluiu rapidamente. Entre 2020 e 2022, expandiu-se para clínicas de alto padrão, como Onodera e Zay Estética, com protocolos adaptados para diferentes fototipos e áreas do corpo. Atualmente, em 2023-2024, é considerado o padrão-ouro para rejuvenescimento e tratamento de cicatrizes, sendo que 68% dos dermatologistas brasileiros já o utilizam em seus consultórios, de acordo com a SBD. Essa consolidação é fruto de anos de aprimoramento em segurança e personalização, oferecendo uma solução potente para quem deseja rejuvenescer a pele de dentro para fora. A Ciência por Trás do Efeito Lifting: Como a Tecnologia Atua na Pele O segredo do sucesso do microagulhamento com radiofrequência reside em sua dupla ação cientificamente comprovada. Primeiramente, microagulhas finíssimas, muitas vezes revestidas em ouro, criam microperfurações controladas na pele. Este “trauma” controlado ativa o processo natural de cicatrização do corpo, que por sua vez estimula a produção de novas fibras de colágeno e elastina – as proteínas fundamentais para a firmeza e sustentação da pele. O ouro não é apenas um luxo; por ser um excelente condutor térmico, ele permite que a energia da radiofrequência seja entregue de forma mais precisa e homogênea nas camadas mais profundas da derme, onde o estímulo realmente importa. Simultaneamente a essa ação mecânica, as agulhas disparam energia de radiofrequência diretamente no tecido-alvo. Esse calor profundo provoca a contração imediata das fibras de colágeno existentes e, mais importante, sinaliza para os fibroblastos produzirem um colágeno completamente novo e de melhor qualidade, um processo conhecido como neocolagênese. O resultado é uma remodelação tridimensional da pele, que se traduz em mais firmeza, redução de rugas e linhas finas, suavização de cicatrizes e uma melhora visível na textura e no brilho. Tecnologias emergentes como o Morpheus Pro, que permite ajuste fino de profundidade e intensidade, e o Endymed Intensif, com sua tecnologia robótica 3Deep, continuam a aprimorar essa entrega de energia, tornando os cuidados com a pele cada vez mais precisos e eficazes. Resultados Visíveis e Protocolos Personalizados: O que Esperar do Tratamento Um dos maiores atrativos do microagulhamento com radiofrequência é a previsibilidade e a qualidade dos resultados. Estudos clínicos validam o que os pacientes veem no espelho: uma pesquisa publicada no prestigiado *Journal of Dermatology* (2024) revelou que 85% dos pacientes relataram uma melhora significativa na textura da pele após apenas três sessões. A satisfação é alta, com 78% dos pacientes declarando-se satisfeitos com os resultados seis meses após o tratamento, segundo dados da Allē. Geralmente, a melhora já é visível após a primeira sessão, mas os resultados máximos, que podem durar de seis a doze meses, são alcançados após a conclusão do protocolo padrão, que costuma ser de três sessões com intervalos de 30 a 45 dias. A personalização é a chave para o sucesso. O protocolo varia conforme o tipo de pele e o objetivo. Por exemplo, em uma pele clara com flacidez, o dermatologista pode optar por 3 sessões com profundidade de 2 a 4 mm. Já em uma pele negra com cicatrizes de acne, podem ser recomendadas 2 sessões mais profundas (4 a 7 mm), com parâmetros de energia ajustados para minimizar o risco de hiperpigmentação pós-inflamatória. O tempo de recuperação é relativamente curto, variando de 3 a 7 dias, com leve vermelhidão e inchaço, o que permite um rápido retorno às atividades diárias. Embora o desconforto durante o procedimento seja um desafio, ele é bem gerenciado com o uso de anestésicos tópicos potentes, tornando a experiência totalmente tolerável. A Visão dos Especialistas: Evidências e Debates na Dermatologia A comunidade dermatológica abraçou a tecnologia, como afirma o Dr. Lucas Miranda: “O Morpheus 8 é um tratamento minimamente invasivo, porém muito potente, que pode ser usado para uma variedade de questões de pele, tanto no rosto, quanto no corpo.” Essa versatilidade é um de seus grandes trunfos. O Dr. Renato Soriani complementa, destacando que “a combinação de microagulhamento e radiofrequência permite atingir diferentes camadas da pele em um único tratamento, remodelando o colágeno”. Essa capacidade de tratar a pele em múltiplos níveis é o que garante resultados tão expressivos na melhora da firmeza e do contorno facial e corporal. As evidências científicas corroboram a opinião dos especialistas. Uma pesquisa da SBD (2024) aponta que 92% dos dermatologistas indicam o tratamento especificamente para cicatrizes de acne e flacidez facial, duas das queixas mais comuns nos consultórios. No entanto, como em toda área inovadora, existem debates. A principal discussão gira em torno da aplicação em peles de fototipos mais altos (morenas e negras), onde alguns profissionais defendem protocolos mais suaves para evitar qualquer risco de hiperpigmentação. Outro ponto é o custo-benefício: embora o investimento inicial seja significativo, a durabilidade dos resultados e a capacidade de postergar ou evitar uma cirurgia fazem com que muitos pacientes e médicos considerem o tratamento um excelente investimento em saúde e autoestima. O Futuro é Minimamente Invasivo: Tendências e o que Vem por Aí O futuro da dermatologia estética aponta claramente para tratamentos cada vez mais eficazes, seguros e com o mínimo de tempo de inatividade. O mercado brasileiro de estética, que cresceu 15% em 2024, deve continuar sua expansão, com previsões de um crescimento anual de 10% no segmento de tratamentos minimamente invasivos até 2025. A principal tendência é a hiperpersonalização. Os equipamentos estão se tornando mais inteligentes, permitindo que o dermatologista ajuste a profundidade, a intensidade da energia e a densidade dos disparos em tempo real, criando um tratamento verdadeiramente sob medida para cada paciente. Outra inovação promissora é a otimização dos resultados por meio de tratamentos combinados. O microagulhamento com radiofrequência cria microcanais na pele, o que o torna uma plataforma ideal para o que chamamos de “drug delivery”. Logo após o procedimento, a aplicação de cosmecêuticos e ativos potentes, como ácido hialurônico, vitaminas, fatores de crescimento e clareadores, tem sua absorção drasticamente aumentada, potencializando os efeitos rejuvenescedores. A expectativa é que as futuras gerações de equipamentos integrem sistemas de infusão de ativos durante o próprio procedimento, oferecendo ainda mais precisão e menor desconforto, solidificando o lugar do microagulhamento com radiofrequência como um pilar essencial dos cuidados com a pele modernos. Recomendações dos Especialistas do SKIN TODAY Consulte um Dermatologista Qualificado: Antes de qualquer decisão, é fundamental realizar uma avaliação com um médico dermatologista. Apenas um profissional pode avaliar seu tipo de pele, indicar o tratamento correto e garantir que o procedimento seja realizado com segurança e com os parâmetros adequados para você. Siga o Protocolo à Risca: O sucesso do tratamento depende do cumprimento do número de sessões e dos intervalos recomendados. Interromper o protocolo no meio pode comprometer os resultados finais, que são cumulativos e atingem seu ápice após a conclusão de todas as etapas. Capriche nos Cuidados Pós-Procedimento: Para otimizar a recuperação e potencializar os resultados, o pós-tratamento é crucial. Utilize protetor solar de amplo espectro religiosamente, mantenha a pele intensamente hidratada e evite exposição solar direta e fontes de calor intenso nas primeiras semanas. “O grande diferencial foi a junção do microagulhamento e o disparo de energia, levando à retração e a produção de colágeno em níveis superiores.” – Dr. Victor Hugo Cordeiro



