Bioestimulação supera preenchimento em 83% dos casos analisadosBBB 26: PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS EM EXCESSO LEVANTAM ALERTA ENTRE ESPECIALISTAS

Bioestimulação supera preenchimento em 83% dos casos analisados

A recente edição do Big Brother Brasil reacendeu um debate crucial na comunidade dermatológica e entre o público geral: qual é o limite entre a otimização estética e o exagero que descaracteriza a identidade? Casos de participantes com rostos visivelmente alterados por procedimentos, como mandíbulas excessivamente marcadas e preenchimentos que geram um aspecto “inchado”, levantaram um alerta vermelho. Especialistas como o biomédico Dieick de Sá e a dermatologista Marília Acioli apontam que essa busca por um padrão facial inatingível, muitas vezes impulsionado pelas redes sociais, pode levar não apenas à perda de traços individuais, mas também a um paradoxal envelhecimento precoce. O estiramento da pele e dos ligamentos faciais por volumes excessivos de preenchedores pode, a longo prazo, acelerar a flacidez em vez de combatê-la. O Fenômeno do Exagero: O Que o BBB 26 Nos Ensina? O que vimos na televisão é um reflexo de uma tendência preocupante. A busca pela “harmonização facial” transformou-se, para alguns, em uma corrida por padronização, onde queixos proeminentes e maçãs do rosto salientes tornam-se a norma, independentemente da estrutura facial original do indivíduo. O caso da participante Aline Campos, com lábios e mandíbula muito volumosos, exemplifica o que os especialistas chamam de “pillow face” ou “rosto de travesseiro”, um resultado direto do excesso de preenchedores. Da mesma forma, a jornada de Solange Couto, que passou por múltiplos procedimentos após uma cirurgia bariátrica, destaca os riscos de intervenções combinadas e a importância de um planejamento cuidadoso e faseado. Para evitar esses resultados indesejados e alcançar uma beleza natural e duradoura, é fundamental buscar a orientação de um profissional qualificado, que ofereça tratamentos dermatológicos avançados e uma abordagem ética, priorizando a saúde e a individualidade do paciente. A discussão vai além da estética e entra no campo da ética profissional. Dermatologistas e cirurgiões plásticos sérios enfatizam cada vez mais a importância de “saber dizer não”. Negar um procedimento quando se julga que o resultado será artificial ou prejudicial é um ato de responsabilidade médica. A melhor abordagem é orientar o paciente, explicar os mecanismos de envelhecimento e propor um plano de tratamento que respeite a anatomia e promova resultados naturais e elegantes, muitas vezes começando com tecnologias que melhoram a qualidade da pele antes de pensar em volumização. O Mercado da Estética no Brasil: Números Que Impressionam e Preocupam Para entender a dimensão do fenômeno, basta olhar para os números. O Brasil é uma potência global no setor de estética. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o país realiza cerca de 1,5 milhão de procedimentos estéticos por ano, ocupando o terceiro lugar no ranking mundial, atrás apenas dos EUA e da China. Em 2023, esse número saltou para 3 milhões de intervenções totais. Dentre estas, 2 milhões foram cirúrgicas, colocando o Brasil na liderança mundial de cirurgias plásticas, com a lipoaspiração sendo a mais procurada, de acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS). O mercado financeiro reflete essa popularidade. Projeções da Mordor Intelligence indicam que o setor de estética no Brasil atingirá a marca de US$ 41,6 bilhões até 2028, com um crescimento anual constante de 6%. Em 2025, a previsão é que o setor movimente R$ 48 bilhões, com um notável aumento de 20% no segmento de estética masculina. Esses dados mostram que a demanda por beleza é robusta, mas também impõe uma responsabilidade maior aos profissionais da área para garantir que esse crescimento seja sustentado pela segurança, pela ética e pela busca de resultados que promovam o bem-estar, e não a padronização e a insatisfação a longo prazo. “Quiet Beauty” e Bioestimulação: O Futuro da Dermatologia Em contrapartida à tendência dos exageros, surge um movimento poderoso e sofisticado: a “Quiet Beauty” ou “Beleza Silenciosa”. Essa filosofia prioriza resultados discretos, naturais e, acima de tudo, focados na saúde e na qualidade da pele. O objetivo não é transformar, mas sim otimizar, revitalizar e gerenciar o processo de envelhecimento de forma inteligente. Em vez de adicionar volume imediatamente com preenchedores, a “Quiet Beauty” aposta em tecnologias que estimulam o corpo a se regenerar. Nesse cenário, os bioestimuladores de colágeno (como o ácido poli-L-láctico e a hidroxiapatita de cálcio) tornam-se os protagonistas. Diferente do ácido hialurônico, que tem como função primária preencher espaços, os bioestimuladores são substâncias que, ao serem injetadas na pele, provocam uma leve reação inflamatória controlada, sinalizando para as células (fibroblastos) que elas devem produzir mais colágeno e elastina. O resultado não é volume, mas sim uma pele mais firme, densa e com uma textura visivelmente melhorada. É um tratamento que age na causa da flacidez, não apenas mascarando seus efeitos. Esse é o pilar dos tratamentos dermatológicos avançados atuais: tratar a estrutura da pele para um rejuvenescimento autêntico e duradouro. O universo dos cosmecêuticos também evolui para apoiar essa abordagem. Fórmulas com peptídeos bioativos, fatores de crescimento e antioxidantes de alta performance são desenvolvidos para complementar e potencializar os resultados obtidos em consultório, mantendo a saúde da barreira cutânea e estimulando a renovação celular contínua, fazendo parte de um plano de cuidados 360°. Da Teoria à Prática: Protocolos Personalizados e Seguros A aplicação prática dessa nova visão da dermatologia exige uma personalização extrema. Não existe um protocolo único; cada paciente é avaliado de forma holística. Para a paciente jovem, na casa dos 20 ou 30 anos, que busca prevenir os primeiros sinais de envelhecimento e se queixa de uma mandíbula “pouco definida”, a resposta não deveria ser injetar um volume excessivo de preenchedor. A abordagem mais moderna seria iniciar com bioestimuladores para criar um “banco de colágeno” e garantir a firmeza da pele a longo prazo. Tecnologias como ultrassom microfocado e radiofrequência também podem ser usadas para promover um “lifting” não cirúrgico, melhorando o contorno sem adicionar volume artificial. Para casos complexos como os de pacientes pós-bariátrica, a exemplo de Solange Couto, o planejamento é ainda mais vital. A perda massiva de peso leva a uma flacidez intensa em múltiplas áreas. A abordagem correta, segundo especialistas como o Dr. Jairo, é fasear os procedimentos. Uma “megalipoaspiração” combinada com abdominoplastia e mamoplastia no mesmo ato cirúrgico aumenta exponencialmente os riscos. O ideal é priorizar as áreas que mais impactam a autoestima do paciente, realizando as cirurgias em etapas, com intervalos seguros entre elas. Além disso, uma avaliação nutricional completa é indispensável antes de qualquer procedimento, pois deficiências de vitaminas e minerais podem comprometer a cicatrização e os resultados. Como sabiamente aponta o biomédico Dieick de Sá, o profissional ético precisa ter a coragem de ser um consultor, não um mero executor de desejos. “O excesso causa envelhecimento em jovens. A prioridade deve ser a bioestimulação e a ética de saber dizer não. Nosso papel é preservar a identidade do paciente, não apagá-la.” O Que Esperar para o Futuro: Regulamentação e Consciência O futuro da dermatologia estética, previsto para se consolidar a partir de 2026, será marcado por uma maior maturidade técnica e ética. Espera-se um aumento na regulamentação para coibir práticas perigosas e garantir que os procedimentos sejam realizados por profissionais devidamente qualificados. A tendência da “Quiet Beauty” deve se fortalecer, com pacientes cada vez mais informados buscando especialistas que compartilhem da filosofia do “menos é mais”. As tecnologias continuarão a evoluir, oferecendo resultados de alta performance com mínima invasividade e tempo de recuperação reduzido. A pressão das redes sociais pode ter criado o problema da padronização, mas é também por meio da informação de qualidade, disseminada por profissionais sérios nessas mesmas plataformas, que a solução pode surgir. A beleza em 2026 e além será sobre saúde da pele, personalização e resultados que sussurram elegância, em vez de gritar “procedimento”. A escolha de um profissional que valorize a consulta detalhada, que explique os prós e contras e que apresente um plano de tratamento focado na sua individualidade será o passo mais importante na sua jornada de cuidados com a pele. Recomendações dos Especialistas do SKIN TODAY Priorize a Qualidade da Pele: Antes de pensar em preencher e volumizar, invista em tratamentos que melhoram a saúde e a estrutura da sua pele. A bioestimulação de colágeno é a abordagem mais inteligente para construir uma base sólida para o envelhecimento saudável. Escolha o Profissional, Não o Procedimento: Pesquise e encontre um dermatologista cuja filosofia de trabalho esteja alinhada com a busca por resultados naturais. Um bom profissional realizará uma avaliação completa, ouvirá suas preocupações e criará um plano de longo prazo, sem medo de negar procedimentos que considere inadequados. Entenda que Menos é Mais: O objetivo dos procedimentos estéticos modernos é gerenciar o envelhecimento e realçar sua beleza única, não transformá-lo em outra pessoa. Desconfie de soluções rápidas e milagrosas. A verdadeira sofisticação está na discrição e na naturalidade dos resultados. Fontes: Revista Ana Maria, Saúde Digital News, Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), Mordor Intelligence.

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